Equatorial Energia assume hoje, 18, o controle da Companhia Energética de Alagoas
29 de março de 2019 Destaques,Notícias Arthur Otávio Florentino de Lima

A Equatorial Energia assumiu no dia 18 de março, a concessão para distribuir energia elétrica no Estado de Alagoas, operando a Companhia Energética de Alagoas (Ceal), que passará a se chamar Equatorial Energia Alagoas a partir de hoje. A empresa foi a vencedora do leilão realizado no dia 28 de dezembro de 2018 e já obteve todas as autorizações necessárias para iniciar as atividades no Estado.

A antiga Ceal foi assumida abaixo dos padrões de qualidade estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) desde 2010. Os piores resultados da empresa foram em 2014, e nos últimos anos houve alguma melhoria, mas ainda assim, os indicadores de 2017 superaram os limites fixados pela ANEEL em mais de 50% – o limite autorizado para o DEC foi de 13,73h e o realizado 20,75h; no FEC, a Agência fixou o limite em 10,38 interrupções, mas o consumidor da Ceal sofreu, em média, 15,7 interrupções. À título de comparação, a Cemar, uma operação maior e mais complexa, teve, em 2017, indicadores DEC e FEC de 13,28h e 7,14 interrupções, valores compatíveis com os limites fixados para a Ceal.

O grupo Equatorial reconhece que, conforme os dados apresentados, os desafios serão muitos e aposta na expertise que acumulou ao longo dos anos com a Cemar e a Celpa – distribuidoras de energia antes consideradas ineficientes e, atualmente, exemplos em quesitos como melhoria da qualidade do fornecimento, recuperação financeira e sustentabilidade, além do reconhecido modelo de gestão: que valoriza as pessoas, a meritocracia por meio dos resultados, o desenvolvimento de lideranças e uma gestão focada em diretrizes bem definidas. As mesmas ações já estão em andamento desde outubro de 2018 na Cepisa (Companhia de Energia do Piauí). Com o início da operação na Equatorial Energia Alagoas, o Grupo passa a atender cerca de 7,5 milhões de clientes em todo o Brasil.

A principal meta da companhia no Estado é a melhoria do serviço ofertado e também o aprimoramento do atendimento aos consumidores alagoanos. Por se tratar de um processo de transição, a nova administração precisará mergulhar dentro dos detalhes da operação, para entender concretamente as maiores necessidades.

Augusto Miranda, presidente da Equatorial Energia, destaca que uma outra prioridade do Grupo no Estado será a redução das perdas de energia. “Os furtos e as perdas não-técnicas trouxeram grandes prejuízos para a antiga Ceal, por essa razão nossos esforços se concentrarão em combater a inadimplência e o famoso ‘gato’. Um crime que prejudica a todos. Para que haja investimentos na melhoria dos serviços afetados é preciso também combater essa prática, além de investimentos em tecnologia”, explica o presidente do grupo.

Apesar desse desafio inicial, Miranda garante que há espaço para melhoria de todos os índices de atendimento e de distribuição. Além disso, os investimentos e aportes de capital resultarão na recuperação da saúde financeira e operacional da distribuidora. “A experiência do Grupo Equatorial será fundamental para reverter esta situação da Equatorial Energia Alagoas e torná-la uma empresa rentável, saudável e equilibrada. Será essencial para que a população receba um serviço de qualidade”, enfatiza o presidente.

Investimentos – Em 2019, O Grupo Equatorial injetará no Estado, aproximadamente, R$ 545,77 milhões em aporte de capital, que irão auxiliar na melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento para os consumidores. Com esse novo momento, a empresa espera ser um auxílio concreto e catalisador do desenvolvimento econômico e social de Alagoas, possibilitando o crescimento das empresas na região e atraindo novos projetos.

Com a operação, o Grupo passa a atender cerca de 7,5 milhões de clientes no Brasil

 

Sobre a Equatorial Energia

 

A Equatorial Energia se consolidou no cenário brasileiro, como uma holding de empresas de alta performance e grandes resultados, com forte atuação no setor elétrico nos segmentos de distribuição, transmissão, geração, comercialização, além da área de telecomunicações e serviços. As empresas que fazem parte do Grupo são: Cemar, Celpa, Cepisa, Geramar, Equatorial Transmissão, Intesa, Equatorial Telecom, Sol Energia e 55 Soluções.

Sobre a Cemar – No Maranhão, a Equatorial Energia controla a Cemar (Companhia Energética do Maranhão), única concessionária de distribuição de energia elétrica no Estado, que possui área de atuação de 332 mil km² – cerca de 3,9% do território brasileiro, sendo a 2ª maior distribuidora do Nordeste do Brasil em termos de área de concessão. A Cemar possui 2,5 milhões de clientes, atendendo a cerca de 7 milhões de habitantes – ou 3,37% da população do Brasil.

Quando a Cemar foi adquirida, em 2004, a situação operacional e financeira era muito difícil. A empresa estava entre as piores concessionárias do País, apresentava prejuízo e contava com uma grande insatisfação dos consumidores.

Atualmente, a concessionária está há cinco anos no ranking da Aneel entre as três melhores distribuidoras de energias do Brasil. Também já foi reconhecida como a Melhor Distribuidora de Energia do País segundo o ranking Abradee, além de prêmios na área de Qualidade da Gestão, Gestão Econômico-Financeira, Evolução de Desempenho e melhor do Nordeste. O excelente clima organizacional da Companhia traz mais destaques, como a presença nos rankings das melhores empresas para se trabalhar segundo o Great Pleace To Work no Brasil desde 2010; por 03 anos reconhecida pelo GPTW na América Latina, e também pelo GPTW no Maranhão como a melhor empresa do Estado por 4 vezes. E há 7 anos consecutivos entre as melhores para se trabalhar pela Você S/A.

Sobre a Celpa – No Pará, a Equatorial Energia controla a Celpa (Centrais Elétricas do Pará) desde novembro de 2012, também única concessionária de distribuição de energia elétrica do Estado, que possui área de atuação de 1.248 mil km², cerca de 14,7% do território brasileiro. A Celpa possui 2,6 milhões de clientes, atendendo a cerca de 8,2 milhões de habitantes – ou 4,0% da população do Brasil.

Quando o Grupo assumiu a Celpa a empresa estava em recuperação judicial e era a segunda maior empresa com sentença de encerramento. No prazo de apenas 2 anos, o trabalho focado da Equatorial levou ao encerramento do processo de recuperação. Segundo estudo do Serasa Experian, apenas 1% das empresas brasileiras consegue sair de uma recuperação judicial.

Desde então, a Celpa apresentou uma evolução acima das demais distribuidoras do Brasil. Exemplo disso é o Ranking de Qualidade da Energia da Aneel, no qual a Celpa cresceu 27 posições em 5 anos de gestão, saindo de última colocada para ficar entre as oito melhores do País. Há 3 anos a Celpa também figura entre as melhores empresas para se trabalhar segundo o GPTW no Brasil, e em 2017, pelo primeiro ano, também pelo GPTW, entra no grupo das melhores empresas para trabalhar na Amazônia. Já na revista Você S/A, a Celpa conquistou sua primeira classificação no seleto ranking em 2017.

Sobre a Cepisa – Em outubro de 2018, a Equatorial adquiriu o controle acionário da Cepisa, distribuidora de energia que cobre todo o Estado do Piauí. A concessão possui área de 251 mil km², e possui 1,2 milhão de consumidores. Garantindo o avanço da Equatorial no setor de distribuição de energia elétrica, consolidando a sua posição nas regiões Norte e Nordeste do país.

No segmento de transmissão, a Equatorial possui oito projetos de construção e operação de linhas de transmissão e subestações, vencidos em dois leilões de novos empreendimentos organizados pela Aneel. O investimento total estimado pela Aneel é de R$ 4,6 bilhões e o prazo regulatório para o início da operação comercial dos empreendimentos é em 2022. A RAP (Receita Anual Permitida) do total dos lotes arrematados pela Companhia soma R$ 912 milhões, em valores de setembro de 2017. Além destes projetos, a Equatorial detém 100% do capital da Intesa, linha operacional com aproximadamente R$ 150 milhões de RAP em 2018.

A Equatorial Energia atua ainda no segmento de geração através da Geramar, da qual detém 25% do controle. A Geramar é a sociedade responsável pela implantação e operação das usinas termoelétricas de Tocantinópolis e de Nova Olinda, no município de Miranda do Norte, Estado do Maranhão, com capacidade instalada conjunta de 332 MW, as quais fornecem energia para o Sistema Interligado Nacional. A autorização para construção e operação das usinas foi obtida por meio do Leilão A-3, realizado em julho de 2007. Nesse leilão, foram vendidos 240 MW (120 MW de cada usina), garantindo uma receita anual fixa total de aproximadamente R$136,2 milhões (aproximadamente R$68,1 milhões para cada usina, valores de 2007).